Terminam as buscas por Raísa, após 2 meses ela foi encontrada toda es… Ver mais
A violência doméstica continua sendo uma das mais devastadoras tragédias sociais no Brasil. A cada dia, mulheres são silenciadas, feridas e mortas por aqueles que deveriam protegê-las. Entre essas histórias está a de Raísa Martins dos Santos, uma jovem de 29 anos que teve sua vida brutalmente interrompida pelo próprio ex-marido, Rafael dos Santos, em Tatuí, interior de São Paulo.

Dois meses de angústia: o desaparecimento e a descoberta
Raísa desapareceu no dia 21 de abril de 2025. Familiares, preocupados com sua ausência incomum, acionaram as autoridades. A jovem era conhecida por sua responsabilidade e rotina organizada, o que tornava seu sumiço ainda mais alarmante. Após dois meses de buscas, o desfecho foi cruel: o corpo de Raísa foi encontrado com queimaduras dentro de um carro abandonado em um canavial. O ex-marido confessou o crime e indicou o local onde ocultou o corpo.
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Uma relação marcada por abuso e controle
Antes do crime, Raísa já havia revelado a uma amiga a situação insustentável que vivia. Relatos de humilhações constantes, controle excessivo e crueldade emocional faziam parte de sua rotina. Em uma conversa por aplicativo, ela contou que Rafael havia cortado sua aliança com um alicate e jogado os pedaços em seu rosto — um gesto simbólico de desrespeito e violência psicológica.
Mesmo diante de tanto sofrimento, Raísa buscava reconstruir sua vida. Após o fim de um casamento conturbado que durou quatro anos, ela conseguiu um segundo emprego para quitar dívidas e conquistar sua independência financeira. Em suas palavras, dizia com firmeza: “Não preciso disso”, referindo-se à relação abusiva que deixara para trás.
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O desfecho trágico e o alerta nacional
O feminicídio de Raísa não é um caso isolado. Ele representa milhares de mulheres que, ao tentarem sair de relações abusivas, acabam sendo vítimas fatais de homens que não aceitam perder o controle. O crime reacendeu o debate sobre a urgência de combater a violência contra a mulher com políticas públicas eficazes, redes de apoio reais e escuta ativa.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Rafael dos Santos, e o caso segue sendo investigado como feminicídio, violência doméstica e ocultação de cadáver.
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O grito que não pode ser ignorado
A história de Raísa é um chamado à ação. É preciso romper o ciclo de silêncio, fortalecer os canais de denúncia, garantir proteção imediata às vítimas e punir com rigor os agressores. O feminicídio é o último estágio de uma cadeia de violências que muitas vezes começa com palavras, evolui para controle e termina em morte.
Raísa Martins dos Santos deixa um legado de coragem e resistência. Que sua memória inspire mudanças reais e que sua voz, mesmo silenciada, ecoe em cada política, cada lei e cada vida salva.
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