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Defesa de Bolsonaro Eleva o Tom no STF e Compara Julgamento ao Caso Dreyfus

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Na reta final do julgamento que pode definir o futuro político e jurídico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sua defesa voltou a adotar um tom incisivo diante dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sustentação oral realizada nesta quarta-feira (3), o advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que a absolvição de Bolsonaro é “imperiosa”, reforçando a tese de que o ex-presidente estaria sendo alvo de uma perseguição política institucionalizada.

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O julgamento, que avalia se Bolsonaro participou da articulação de um golpe de Estado para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022, está em sua fase decisiva. A expectativa é que o veredito seja anunciado já na próxima semana, encerrando um dos processos mais emblemáticos da história política recente do Brasil.

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Comparação com o Caso Dreyfus: uma estratégia de impacto

Durante sua fala, Bueno fez uma analogia que chamou atenção: comparou o julgamento de Bolsonaro ao famoso episódio Dreyfus, ocorrido na França no final do século XIX e início do século XX. Alfred Dreyfus, um capitão do exército francês, foi injustamente condenado por traição em um caso que se tornou símbolo de erro judicial e parcialidade motivada por preconceitos políticos e sociais.

Ao trazer essa referência histórica, a defesa buscou reforçar a narrativa de que Bolsonaro estaria sendo julgado não apenas pelos atos atribuídos a ele, mas por uma construção política que ignora provas e se apoia em interpretações ideológicas. “Estamos diante de um julgamento que, se não for conduzido com imparcialidade, pode repetir os erros do passado e manchar a história da Justiça brasileira”, afirmou o advogado.

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O cerne da acusação: tentativa de ruptura democrática

O processo em curso no STF investiga se Bolsonaro liderou ou participou de uma organização que tentou abolir o Estado Democrático de Direito após sua derrota nas urnas em 2022. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que houve uma articulação sistemática para desacreditar o processo eleitoral, mobilizar setores militares e civis, e preparar medidas de exceção que poderiam culminar em um golpe institucional.

Entre os elementos citados pela acusação estão discursos públicos de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas, reuniões com embaixadores em que questionou a legitimidade do sistema eleitoral, e a suposta elaboração de uma “minuta de golpe” que previa a intervenção das Forças Armadas para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

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A estratégia da defesa: desqualificar provas e reforçar a narrativa política

A defesa de Bolsonaro tem adotado uma linha argumentativa que busca desqualificar as provas apresentadas pela PGR, alegando que não há elementos concretos que vinculem o ex-presidente diretamente aos atos golpistas. Além disso, os advogados têm insistido na tese de cerceamento de defesa e na suposta incompetência do STF para julgar o caso, já que alguns dos réus não possuem prerrogativa de foro.

A comparação com o caso Dreyfus se insere nesse contexto como uma tentativa de sensibilizar os ministros e a opinião pública, evocando um episódio histórico de injustiça para reforçar a ideia de que Bolsonaro estaria sendo condenado por sua figura política, e não por provas materiais.

Expectativa para o veredito e repercussões políticas

Com a maioria dos votos já formada pela condenação, o julgamento entra em sua fase final. A decisão do STF poderá ter efeitos profundos, incluindo a inelegibilidade de Bolsonaro, sanções penais e administrativas, e impacto direto na polarização política do país.

A base bolsonarista, por sua vez, já articula estratégias para reagir à possível condenação, incluindo propostas de anistia e mobilizações populares. O clima é de tensão institucional, e o desfecho do julgamento promete marcar um novo capítulo na relação entre o Judiciário e os setores mais radicais da política brasileira.

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