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Mulher em situação de rua é ‘QU3lM4DA VIV4’ após se negar a tr…Ver mais

Monara Pires: a história de uma mulher marcada pela luta e vítima de um feminicídio brutal em Goiás

Mulher em situação de rua é ‘QU3lM4DA VIV4’ após se negar a tr…Ver mais

Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos, não era apenas mais um nome nas estatísticas. Sua trajetória foi marcada por desafios sociais, afetivos e emocionais. Mãe, ex-atendente de padaria e mulher em situação de rua, Monara enfrentava diariamente os obstáculos impostos por uma sociedade que muitas vezes ignora os mais vulneráveis. Sua história, como tantas outras, era de luta silenciosa — até que foi interrompida de forma brutal.

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O crime que chocou Rio Verde e o Brasil

No dia 7 de julho de 2025, Monara foi assassinada em circunstâncias extremamente violentas no município de Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Segundo a Polícia Civil, ela foi agredida com golpes na cabeça, sofrendo traumatismo cranioencefálico, e em seguida teve o corpo incendiado enquanto ainda estava viva. O laudo cadavérico confirmou que havia fuligem nas vias aéreas, indicando que ela respirava durante a carbonização.

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O corpo foi encontrado nos fundos de um lote baldio, em meio a uma estrutura de madeira, parcialmente carbonizado. A crueldade do crime escancarou não apenas a violência física, mas também a violência simbólica contra mulheres em situação de vulnerabilidade.

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Um relacionamento marcado por abusos e ameaças

Monara mantinha um relacionamento com o suspeito há cerca de cinco meses. De acordo com familiares, o casal se conheceu nas ruas e chegou a morar em uma casa pertencente ao pai dela, que estava desocupada. Dias antes do crime, essa mesma casa foi incendiada pelo suspeito, que já havia agredido e ameaçado Monara com uma faca.

A investigação conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil de Rio Verde levou à prisão do acusado no dia 22 de agosto. Ele deve responder por feminicídio, crime cuja pena pode chegar a 40 anos de reclusão.

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O impacto social e a urgência de políticas públicas

A morte de Monara não é um caso isolado. Ela representa milhares de mulheres que vivem à margem, sem acesso a proteção, moradia digna ou apoio psicológico. O feminicídio é a face mais extrema da violência de gênero, e quando atinge mulheres em situação de rua, revela o abismo social que ainda persiste no Brasil.

A comoção gerada pelo caso reacendeu debates sobre a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção de mulheres vulneráveis. Abrigos seguros, atendimento especializado e ações preventivas são urgentes para evitar que histórias como a de Monara se repitam.

Justiça e memória: que Monara não seja esquecida

A dor da família e da comunidade de Rio Verde é profunda. Mas a memória de Monara precisa ser preservada como símbolo de resistência e alerta. Que sua história inspire mudanças reais e que sua morte não seja apenas mais uma estatística.

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