Após ocorrido envolvendo Lula no Carnaval, Janja se manifesta: ‘Seus c0vardes’… Ver mais
O resultado da apuração do Carnaval do Rio de Janeiro 2026 trouxe repercussões além da Marquês de Sapucaí. A queda da Acadêmicos de Niterói para a Série Ouro, após apresentar um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou manifestações públicas, incluindo a da primeira-dama Janja da Silva. O posicionamento dela, feito por meio das redes sociais, reforçou o apoio à agremiação e ampliou o debate sobre a relação entre cultura, política e carnaval.

O Desfile da Acadêmicos de Niterói
No domingo anterior à apuração, a Acadêmicos de Niterói levou para a avenida o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A apresentação destacou a trajetória do presidente, com referências diretas ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao número eleitoral da legenda e ao coro popular “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.
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Além disso, o desfile fez menções à própria primeira-dama e à obra cinematográfica “Ainda Estou Aqui”, do cineasta Walter Salles, ampliando o caráter cultural e político da narrativa. Apesar da proposta ousada, as notas dos jurados não foram suficientes para manter a escola no Grupo Especial, resultando em seu rebaixamento.

A Manifestação de Janja
Logo após a divulgação do resultado, Janja utilizou seus stories no Instagram para compartilhar conteúdos relacionados à apresentação da escola. Ela publicou imagens das agremiações com o samba-enredo ao fundo e, em seguida, republicou uma mensagem da própria Acadêmicos de Niterói.
A frase destacada por Janja — “A arte não é para os covardes” — demonstrou alinhamento com a instituição cultural e reforçou a ideia de que o desfile, mesmo diante da derrota, representou coragem e posicionamento político. Sua atitude repercutiu entre apoiadores e críticos, ampliando a visibilidade do episódio.
Repercussão e Debate
A manifestação da primeira-dama trouxe ainda mais atenção ao resultado da apuração. De um lado, admiradores destacaram a importância de valorizar a arte como expressão política e cultural; de outro, críticos questionaram a mistura entre carnaval e política partidária.
O episódio evidencia como o carnaval, além de festa popular, é também espaço de disputa simbólica e narrativa, onde escolas de samba utilizam seus enredos para abordar temas sociais, históricos e políticos.

A queda da Acadêmicos de Niterói e a manifestação de Janja da Silva mostram como o carnaval ultrapassa os limites da avenida e se torna palco de debates nacionais. O enredo em homenagem a Lula, a repercussão nas redes sociais e o posicionamento da primeira-dama reforçam a dimensão cultural e política da festa, que segue sendo uma das maiores expressões artísticas do Brasil.
Esse episódio evidencia que o carnaval não é apenas uma celebração popular, mas também um espaço de construção de narrativas e afirmação de identidades. Ao trazer para a avenida temas ligados à política e à história recente do país, a Acadêmicos de Niterói reafirmou a força da arte como instrumento de resistência e reflexão social. A reação de Janja, ao se posicionar publicamente, ampliou ainda mais a visibilidade do desfile e mostrou como figuras públicas podem influenciar a percepção coletiva sobre manifestações culturais.
Além disso, o caso reacende discussões sobre o papel das escolas de samba como agentes de transformação social, capazes de provocar debates que vão muito além da estética carnavalesca. A mistura entre política, cultura e arte, presente nesse desfile, reforça a ideia de que o carnaval é uma vitrine da diversidade brasileira e um espaço legítimo para a expressão de posicionamentos que refletem os anseios e contradições da sociedade.



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