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Tristeza e dor: m0rre a caminhoneira Débora Guidolin, seu corpo estava dentro de… Ler mais

Tragédia na BR-476: Caminhoneira Débora Guidolin Morre em Acidente na Madrugada de Sábado

Tristeza e dor: m0rre a caminhoneira Débora Guidolin, seu corpo estava dentro de… Ler mais

Na madrugada do último sábado, 25 de outubro de 2025, a caminhoneira Débora Camila Guidolin, de 29 anos, natural de Santa Maria (RS), perdeu a vida em um trágico acidente na Rodovia do Xisto (BR-476), no quilômetro 309, entre os municípios de São Mateus do Sul e União da Vitória, no sul do Paraná. A carreta que ela conduzia, carregada com adubo, tombou nas proximidades da ponte sobre o Rio Claro, resultando em sua morte no local.

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Caminhoneira gaúcha morre em acidente no Paraná

Débora viajava a trabalho, realizando um trajeto habitual com destino ao Rio Grande do Sul. Ela estava acompanhada do marido, que dirigia outro caminhão logo à frente. O casal costumava realizar viagens em comboio, prática comum entre motoristas profissionais que compartilham rotas e apoio mútuo nas estradas.

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Equipes de resgate e investigação

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal foram acionadas imediatamente após o acidente. Ao chegarem ao local, constataram que Débora já estava sem vida, presa às ferragens da cabine. O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de União da Vitória.

As causas do tombamento ainda estão sendo investigadas. A hipótese inicial é de que a carreta possa ter perdido estabilidade em uma curva acentuada, agravada pelas condições da pista e pelo peso da carga. A Polícia Científica do Paraná está conduzindo a perícia técnica para esclarecer os fatores que levaram ao acidente.

Caminhoneira do RS morre em acidente na BR-476 em São Mateus - Vvale

Homenagens e comoção

A morte de Débora causou grande comoção entre familiares, amigos e colegas de profissão. Nas redes sociais, diversas homenagens foram publicadas, destacando sua coragem, dedicação e paixão pela estrada — uma profissão ainda predominantemente masculina, mas que ela exercia com orgulho e competência.

O corpo da caminhoneira foi sepultado no domingo (26), no Cemitério Santa Rita, em Santa Maria, sua cidade natal. A cerimônia foi marcada por forte emoção e presença de dezenas de pessoas que prestaram as últimas homenagens.

Caminhoneira Débora Guidolin, vítima de acidente no Paraná, é sepultada em Santa Maria

Mulheres na estrada: desafios e representatividade

Débora Camila Guidolin representava uma crescente parcela de mulheres que vêm conquistando espaço no setor de transporte rodoviário de cargas, rompendo barreiras históricas em uma profissão tradicionalmente dominada por homens. Sua presença nas estradas era símbolo de coragem, competência e paixão pelo que fazia, inspirando outras mulheres a seguirem o mesmo caminho com orgulho e determinação. Mais do que uma motorista, Débora era uma referência de força e resiliência, enfrentando os desafios da rotina pesada de viagens longas, prazos apertados e condições adversas com profissionalismo e dedicação.

Sua trajetória reforça a importância de ampliar o reconhecimento e o apoio às mulheres que atuam no transporte de cargas, promovendo políticas de inclusão, segurança e valorização da diversidade no setor. A tragédia que tirou sua vida reacende o debate sobre as condições de segurança nas rodovias brasileiras, especialmente em trechos sinuosos, mal sinalizados e com infraestrutura precária, como o da BR-476. Esses pontos críticos representam riscos constantes para todos os condutores, mas afetam ainda mais aqueles que passam a maior parte de suas vidas nas estradas.

A perda de Débora é sentida não apenas por sua família, mas por toda a comunidade de caminhoneiros e caminhoneiras que diariamente enfrentam longas jornadas para manter o país em movimento. Ela deixa um legado de inspiração e uma lembrança dolorosa da necessidade de melhorias urgentes na segurança viária, na fiscalização e na valorização dos profissionais que sustentam a logística nacional. Sua história permanece como um tributo à bravura feminina nas estradas e como um chamado à ação para que outras vidas não sejam perdidas da mesma forma.

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