Última Hora: M0rreu Catarina Albuquerque aos 54 anos. ‘A conhec… Ver mais
O mundo perdeu uma das suas vozes mais influentes na defesa dos direitos humanos. Catarina Albuquerque, jurista portuguesa e ex-relatora especial da ONU para o direito à água potável e ao saneamento, faleceu aos 55 anos nesta terça-feira, 7 de outubro. Reconhecida por sua coragem, dedicação e impacto global, Catarina deixa um legado profundo na luta por justiça social e acesso universal à água.
Pioneira na ONU e defensora incansável do direito à água
Entre 2008 e 2014, Catarina Albuquerque ocupou o cargo de primeira relatora especial das Nações Unidas para o direito à água e ao saneamento. Durante esse período, trabalhou para consagrar esses recursos como direitos humanos universais, influenciando políticas públicas em diversos países e promovendo o desenvolvimento sustentável.
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Seu trabalho foi essencial para a inclusão da gestão sustentável da água nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no ODS 6, que visa garantir água potável e saneamento para todos. Catarina acreditava que o problema da água era mais político do que tecnológico, e lutava contra a exclusão de comunidades por falta de apoio financeiro ou por viverem em áreas consideradas “ilegais”.
Liderança global e atuação em instituições portuguesas
Após sua atuação na ONU, Catarina assumiu a presidência executiva da parceria global “Saneamento e Água para Todos” (Sanitation and Water for All – SWA), onde continuou a promover políticas públicas inclusivas e sustentáveis. Em Portugal, foi vice-presidente da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) entre 2013 e 2019, e atuou como professora convidada em diversas universidades.
Licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa e mestre em Direito Internacional pelo Institut Universitaire de Hautes Études Internationales, Catarina também foi consultora jurídica e membro de delegações portuguesas junto às Nações Unidas. Sua trajetória acadêmica e institucional refletia o compromisso com a dignidade humana e a inclusão social.

Reconhecimento nacional e internacional
A morte de Catarina Albuquerque gerou comoção entre autoridades e organizações. O presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou profundo pesar e destacou o “trabalho notável e inspirador” da jurista, que buscava incessantemente a melhoria das condições de vida dos mais desfavorecidos.
A APAV também lamentou a perda, enaltecendo sua contribuição para a promoção dos direitos humanos e expressando condolências à família e amigos. Catarina era conhecida como “a senhora Água das Nações Unidas”, título que simboliza sua luta por um mundo mais justo e igualitário.

Um legado que transcende fronteiras
Catarina Albuquerque deixa uma marca indelével na história dos direitos humanos. Sua atuação transformou políticas globais, impactou milhões de vidas e criou bases para sociedades mais resilientes. Em suas próprias palavras, ela via o direito à água como um pilar da dignidade humana: “Quem pode mais, paga mais; quem menos pode, paga menos”.
Sua partida representa uma perda irreparável, mas seu legado continua vivo nas ações de milhares de defensores que seguem lutando por justiça, inclusão e acesso universal aos recursos básicos.
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