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Mulher desaparecida há mais de 1 ano com seus 2 filhos é encontrada dentro da.. Ver mais

Juliana Magalhães nega sequestro e denuncia abusos: caso entre Brasil e Argentina envolve alerta da Interpol

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A designer de moda e empresária cearense Juliana Magalhães de Lima, de 33 anos, tornou-se centro de uma disputa internacional após ser acusada pelo ex-marido argentino, Herman Krause, de sequestrar os dois filhos do casal. A denúncia, feita em outubro de 2024, levou à emissão de um alerta amarelo pela Interpol — mecanismo que identifica pessoas desaparecidas e busca cooperação entre países.

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Cearense acusada por ex-marido argentino de sequestrar filhos fugiu para o Brasil após abusos físicos e sexuais - Segurança - Diário do Nordeste

Juliana, no entanto, afirma que sua saída da Argentina foi motivada por uma rotina de abusos psicológicos, físicos e sexuais praticados por Krause contra ela e contra os filhos, de 7 e 9 anos. Atualmente vivendo em Fortaleza, no Ceará, ela rompeu o silêncio e declarou que sua decisão foi uma tentativa desesperada de proteger as crianças e garantir segurança emocional e física para todos.

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A travessia e o início da investigação internacional

Segundo registros da Polícia argentina e reportagens locais, Juliana teria cruzado a fronteira entre Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu no dia 26 de outubro de 2024, a bordo de um Peugeot 408, acompanhada dos filhos e da mãe. A travessia teria ocorrido sem autorização judicial, o que levou Herman Krause a registrar o desaparecimento das crianças e acionar a Justiça de La Plata, onde viviam.

O alerta amarelo da Interpol foi ativado com a divulgação das fotos dos menores, ambos com dupla nacionalidade argentino-brasileira. A investigação está sob responsabilidade da Unidade Fiscal de Investigação N°15, liderada pela promotora Cecilia Corfield, que busca esclarecer como a travessia foi possível sem autorização legal.

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Juliana afirma ter fugido de um ciclo de violência

Em entrevistas recentes, Juliana relatou que vivia sob constante ameaça e que as denúncias de violência doméstica e abuso sexual foram ignoradas pelas autoridades argentinas. Segundo ela, o ex-marido mantinha controle emocional sobre a família, e episódios de agressão física e psicológica se intensificaram após a separação.

Ela afirma que, em setembro de 2023, formalizou uma denúncia por abuso sexual contra Krause, envolvendo também os filhos. No entanto, o processo não avançou na Justiça argentina, o que a levou a tomar a decisão de deixar o país. “Fui obrigada a escolher entre esperar por justiça ou proteger meus filhos com minhas próprias mãos”, declarou.

Disputa judicial e repercussão internacional

O caso ganhou repercussão internacional e reacende debates sobre os limites da jurisdição em casos de violência familiar transfronteiriça. Enquanto Krause afirma que Juliana violou decisões judiciais e cometeu sequestro internacional, ela sustenta que agiu em legítima defesa e que a Justiça brasileira deve garantir sua proteção e a dos filhos.

A situação é complexa e envolve tratados internacionais, como a Convenção de Haia, que regula casos de subtração de menores entre países. A defesa de Juliana busca provar que o retorno ao Brasil foi uma medida de urgência diante da omissão das autoridades argentinas.

Um caso que expõe falhas no sistema de proteção

A história de Juliana Magalhães de Lima é mais do que uma disputa judicial: é um retrato das falhas nos sistemas de proteção à mulher e à infância. A ausência de respostas efetivas diante de denúncias de abuso, o uso da burocracia como ferramenta de controle e a dificuldade de acesso à justiça em contextos internacionais são questões que precisam ser enfrentadas com seriedade.

Enquanto o caso segue em investigação, Juliana permanece em Fortaleza, tentando reconstruir a vida com os filhos sob o olhar atento da Justiça brasileira. A sociedade acompanha com atenção, esperando que a verdade prevaleça e que os direitos das vítimas sejam respeitados.

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