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‘MUITO CUIDADO’ 3 pessoas morrem e 8 passam mal após beber H…Ver mais

Intoxicação por metanol em bebidas adulteradas deixa mortos e hospitalizados em São Paulo

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O estado de São Paulo enfrenta uma crise sanitária preocupante após a confirmação de três mortes e oito hospitalizações causadas por intoxicação por metanol, substância tóxica encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas. Os casos ocorreram em diferentes cidades, incluindo a capital paulista e São Bernardo do Campo, e reacenderam o alerta sobre os perigos do consumo de produtos falsificados.

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Intoxicação por metanol: Estado de SP registra duas mortes em setembro e investiga outros 10 casos - Estadão

Segundo o Centro de Vigilância Sanitária (CVS), os episódios foram registrados ao longo de setembro e envolvem bebidas como gin, whisky e vodka comercializadas em bares e adegas. A substância responsável pelas intoxicações — o metanol — é um álcool industrial utilizado como solvente e combustível, sem qualquer aplicação segura em alimentos ou bebidas.

O que é o metanol e por que ele é tão perigoso?

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O metanol (CH₃OH), também conhecido como álcool metílico, é altamente tóxico para o organismo humano. Incolor e sem odor perceptível, pode ser confundido com o etanol — o álcool comum presente em bebidas — mas seus efeitos são devastadores. Após a ingestão, os sintomas iniciais incluem náuseas, tontura, visão turva e dor de cabeça intensa. Em casos mais graves, pode causar cegueira irreversível e até a morte.

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De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, não existe uma dose segura para o consumo de metanol. Mesmo pequenas quantidades podem desencadear quadros clínicos graves, especialmente quando ingeridas de forma acidental, como ocorreu nos casos recentes em São Paulo.

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Investigação e medidas emergenciais

A Polícia Civil e o Ministério da Justiça e Segurança Pública estão conduzindo investigações em bares e distribuidoras suspeitas de comercializar bebidas adulteradas. Em um dos estabelecimentos fiscalizados, localizado no bairro Jardim Paulista, foram apreendidas mais de 100 garrafas de destilados sem rótulo ou comprovação de origem.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria emitiram uma nota técnica com recomendações urgentes aos comerciantes. Entre as medidas sugeridas estão a suspensão de lotes suspeitos, reforço na rastreabilidade dos produtos e atenção redobrada à procedência das bebidas.

Sintomas e como agir em caso de suspeita

Os sintomas da intoxicação por metanol podem surgir horas após o consumo e incluem:

  • Visão borrada ou brilhante
  • Náuseas e vômitos
  • Sonolência extrema
  • Rebaixamento do nível de consciência
  • Dor abdominal intensa

Diante de qualquer suspeita, é fundamental buscar atendimento médico imediato. A Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia alerta que a neuropatia óptica causada por metanol pode evoluir rapidamente para cegueira irreversível, mesmo com tratamento.

Orientações para consumidores e comerciantes

O Procon-SP reforça que os consumidores devem observar atentamente a embalagem das bebidas: rótulos desalinhados, erros de ortografia, lacres tortos ou ausência de informações como CNPJ e lote são sinais de alerta. Além disso, é essencial exigir nota fiscal e evitar produtos com preços muito abaixo do mercado.

Para comerciantes, a recomendação é clara: adquirir bebidas apenas de fornecedores legalizados, manter registros de compra e colaborar com as autoridades em caso de fiscalização.

A tragédia causada pela ingestão de bebidas adulteradas com metanol em São Paulo é um lembrete doloroso da importância da vigilância sanitária e da responsabilidade no consumo. Em tempos de alta circulação em bares e festas, especialmente nos fins de semana, o cuidado com a procedência das bebidas deve ser redobrado.

A população, os comerciantes e o poder público precisam atuar em conjunto para evitar que novos casos ocorram. A vida e a saúde dos brasileiros não podem ser colocadas em risco por práticas criminosas que visam lucro à custa da segurança coletiva.

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